
Ali estava ele, uma vez mais, pensando o que não conseguia pensar, questionava-se sobre os mistérios de coisas relacionadas com o que vem do obscuro. Então, relaxava na sua mente e no seu corpo, e de tão relaxado que estava viu-se num aperto inesperado, e do aperto em que estava apertou-se mais ainda para que não se desleixasse no seu próprio desleixe. Sr. Arrenegadex agarrou o cinto e, desengonçado correu o mais que pode até ao banheiro mais próximo, enquanto que o desapertava. Abriu e fechou a porta e num ápice sentou-se no Trono-Do-Momento-Do-Dia, e logo tudo se desabou, todos os seus problemas diários de desvaneceram naquele momento, numa explosão semi-letal e ruidosa, as paredes tremiam e os vidros vibravam ao som melódico de um devaneio singular, mas necessário à necessidade humana.
Assim, a meio daquela longa madrugada, mais aliviado pela dor que insistir reter-se em si, Sr. Arrenegadex voltou a pensar no que não podia pensar, e questionou-se sobre os mistérios do que se poderia relacionar com que se havia passado naquele preciso momento, e da mais pura e fresca inspiração que lhe pode sobrevir no pequeno quarto em que se encontrava, criou o que não podia ser criado, e da sua criação, criou o que se pensava impossível de criar.
E assim Sr. Arrenegadex criou o que escrevo agora para o conhecimento de cada parvo que se encontre a ler isto neste momento! E dizia assim o que criou:
Neste lugar solitário
Toda a vaidade se acaba
Todo o cobarde faz força
Todo o valente se caga
Obrar é lei do mundo
Cagar é lei do universo
E foi assim: cagando
Que fiz este verso
Sentado na cagadeira
Sinto uma emoção profunda
A bosta bate na água
E a água bate na bunda
Porque mijas fora
Se no entanto cagas dentro
Ou tens o pau torto
Ou o cu fora do centro.
Os acontecimentos desta história são baseados em factos reais e assistidos e contados ao narrador na primeira pessoa (apenas cerca de 05% desta história são ficção)!
Sr Rodriglomeu & Sr Arrenegadex
9/Nov/2008 5:29

Sem comentários:
Enviar um comentário